Uma conta de luz mais cara do que a da Argentina

É de se esperar que, se você deixar todos os equipamentos eletrônicos ligados e as lâmpadas acesas durante um mês, a sua conta de luz virá exorbitante. Não é de surpreender, portanto, que o mesmo ocorra com um supercomputador capaz de resolver as mais complexas operações matemáticas e que funciona durante 24 horas por dia, sete dias da semana. De acordo com estimativas do Morgan Stanley, o Blockchain original, usado para minerar Bitcoins, pode consumir mais energia do que toda a Argentina neste ano. E consumo energético – tanto residencial quanto no mundo dos negócios – significa custos. Por isso, o MIT, a Universidade de Cornell, a IBM e a Intel estão desenvolvendo inovações “verdes” capazes de processar mais transações por segundo (com custos mínimos) e de acomodar uma base ainda maior de usuários. Em outras palavras, o intuito é dar escalabilidade à tecnologia do blockchain que deve revolucionar a forma como as transações são feitas em todo o mundo.

Entre as inovações, há quem esteja revendo, inclusive, a forma como o Blockchain funciona. Desenvolvedores criaram um Blockchain cujo gasto energético é quase zero e permite que haja escalabilidade.

Atualmente funciona assim: para fazer uma mineração, o computador precisa ser o mais rápido a resolver problemas matemáticos, a fim de validar as transações e capturar novas moedas. Essa forma também é conhecida como proof-of-work (ou prova de trabalho).

Já o novo Blockchain do Ethereum (primo do Bitcoin), que deve ser lançado neste ano, permite que apenas um certo número de participantes conhecidos e confiáveis possam ter acesso às informações a serem transacionadas. Além disso, o computador que vai validar as transações e coletar as moedas não é escolhido pela sua rapidez para resolver as operações e, sim, num sistema de loteria ou proof-of-stake. Com isso, o consumo de energia é bem menor. Esse Blockchain está atualmente em fase de testes e oferece recompensas para aqueles que conseguirem invadir o seu sistema.

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