A volatilidade no valor do Bitcoin e expectativas para o futuro

Em matéria para o canal Blockmaster, o CEO da BOMESP, Fernando Barrueco comentou em conjunto com João Paulo Oliveira, CEO e fundador da Nox Bitcoin, sobre a variação constante no preço do Bitcoin e suas expectativas futuras quanto a moeda.

Quem acompanha o mercado de criptomoedas com frequência está vendo uma variação absurda e incomum nos preços de todos os criptoativos disponíveis para negociação. Grande parte dessa variação é levada exatamente por conta do preço do Bitcoin que chegou a cair para a casa dos US$7.400,00 e em menos de 24h subiu para a casa dos US$10.000,00. Após esse pequeno período, seu preço estabilizou por volta de US$9.000.

Mas existe um motivo para esta variação?

Para João Paulo Oliveira, CEO e fundador da Nox Bitcoin: “A volatilidade do Bitcoin ainda é muito elevada quando comparada ao mercado financeiro tradicional. Contudo, ela vem caindo com o passar dos anos. O Bitcoin é um ativo muito novo no mercado e as pessoas tentam, diariamente, descobrir um valor justo para ele”.

Porém, em suas palavras, toda essa volatilidade pode acabar em breve: “A tendência é que ela (volatilidade) diminua com o passar do tempo, porque o mercado está começando a criar mecanismos como derivativos e opções, que ajudam a criar maior segurança no preço”, disse.

Como as criptomoedas seguem sem uma definição clara para a maioria da população, Fernando Barrueco, CEO da Bolsa de Moedas Digitais Empresariais de São Paulo (BOMESP), acredita que: “Muitas pessoas pensam que são “ativos financeiros” quando na verdade são “ativos não financeiros”, como por exemplo, são as obras de arte, os imóveis, ou ainda pedras preciosas ou o ouro, como muitos outros bens que carregam valor”.

“Como segue a regra da oferta e procura, depende muito do interesse das pessoas a pagar o que acham que vale, da mesma forma que uma obra de arte da Tarsila do Amaral, que é tela e tinta, e pessoas pagam milhões, pois sabem que sempre terá um próximo interessado em adquirir uma obra da Tarsila, da mesma forma que ocorre com as criptomoedas, em especial o Bitcoin”, apontou Barrueco.

O valor desses ativos é contabilizado levando em conta diversos fatores comuns ao mercado tradicional, como possibilidades de uso, escassez no mercado, reputação da empresa criadora e como o marketing trabalha sua divulgação.

A volatilidade não é preocupante

As altas e quedas são comuns como no mercado financeiro tradicional, que também tem seus valores alterados por conta de fatores mercadológicos, notícias relacionadas às empresas e produtos, inovações e eventos futuros. Muitas delas sendo apenas especulativas.

“Se aparece uma notícia na mídia que uma país acaba de banir o uso do Bitcoin, isso pode em minutos derrubar o seu preço. O contrário vale também, quando um país emite uma notícia de que passou a legalizar o uso”, citou Fernando Barrueco.

“Se o Bitcoin cai 1, 2 até 6% em um dia, é um movimento normal, dentro da volatilidade histórica. Muitas vezes, notícias e “especialistas” tentam explicar quedas de preço que são normais e sem explicação plausível. Podemos ver uma grande retração de preço de junho até outubro. O Bitcoin subiu mais de 100% em apenas três meses, logo, é normal que o mercado dê uma corrigida no preço, nenhum ativo pode continuar subindo para sempre.” – diz João Paulo Oliveira.

Fatores positivos para a valorização

Para Fernando Barrueco, um evento programado para o ano que vem, teria o poder de valorizar ainda mais o Bitcoin, já que o valor pago aos mineradores cairia de 12,5 Bitcoins para 6,25 Bitcoins.

João Paulo Oliveira segue na mesma linha e cita 3 cenários que podem trazer essa valorização:

  • Halving em 2020 – Da mesma forma que ocorreu nos anos de 2012 e 2016, o número de Bitcoins ofertados diminuirá (dessa vez pela metade) aumentando sua valorização.
  • Recessão Global – O Ouro é uma rota de fuga para investidores que estão correndo da recessão. O Bitcoin pode ser visto como um ativo parecido já que está se afastando da narrativa de “Moeda Digital” e se encaixando cada vez mais como um hedge econômico e político.
  • ETF – A Bakkt e a CME – A infraestrutura para grandes investidores está sendo criada aos poucos. O mercado de derivativos cresceu bastante e um ETF de Bitcoin poderia alavancar ainda mais seu preço, atuando como uma ação negociada em bolsa de valores.


“Acredito na recuperação do Bitcoin, mas não para o curto prazo. Bitcoin não é curto prazo, é um jogo de paciência”, reiterou João Paulo Oliveira.

Fernando Barrueco acredita na valorização do Bitcoin, que traz a Tecnologia Blockchain em sua estrutura, e é o que realmente pode atrair o mundo corporativo e os governos. 

“Iremos presenciar um mainstream nas criptomoedas e a recuperação delas será natural.”

O CEO da BOMESP ainda divide as criptomoedas em três grupos:

  • Aquelas com lastro na tecnologia, com protocolos originais ou tokens gerados em diversas Blockchains, cuja característica principal é a oscilação, como por exemplo o Bitcoin, Ethereum e a Niobium Coin.
  • Aquelas que são atreladas a uma unidade monetária estável, como é o caso da Libra, TunaCoin, Tether, para o uso no dia a dia devido a sua estabilidade, cujo grupo entendo que será o responsável pela adoção em massa das criptomoedas.
  • Aquelas que tem características de valor mobiliário, cuja oferta pública e sua negociação, dependem do órgão regulador de cada país, como por exemplo: no Brasil a CVM, nos EUA a SEC e na Suíça a FINMA.

“Feita esta divisão, sabendo-se trabalhar com cada grupo para melhor utilização, a recuperação será uma questão de tempo. Teremos um grande futuro pela frente para as criptomoedas, que vieram para ficar”, afirmou Fernando Barrueco.

O que podemos esperar para o futuro do Bitcoin?

Fernando Barrueco faz questão de salientar que o Bitcoin como reserva de valor, comparando com o ouro, tem muito a crescer. 

“Certamente no futuro poderá ser preferido ao ouro, que apesar da dificuldade no seu manuseio, pelo seu histórico milenar, e sua procura por pessoas e governos como reserva de valor, tem ‘Market Cap’ de trilhões de dólares, enquanto o Bitcoin não passa do 200 bilhões de dólares”.

Se comparado a outras criptomoedas, o Bitcoin deve seguir outros rumos.

“O Bitcoin como um ouro digital e a Libra como uma moeda estável para a utilização no dia a dia, ou seja, o Bitcoin estará para o Ouro, como a Libra estará para o Dólar Americano” – disse Fernando Barrueco.

Com a criação de mais stablecoins, é de se esperar uma valorização ainda maior no Bitcoin. “Acredito que a adesão do mundo corporativo na utilização de criptomoedas estáveis, para o uso diário, poderá alavancar o Bitcoin como o ouro digital a patamares nunca experimentados antes. Vamos vivenciar isto em breve”, afirmou.

Ulterior States – Documentário

Nome: Ulterior StatesDuração: 52 minutosEstúdio: IamSatoshi Sinopse: Ulterior States foi produzido por IamSatoshi, em um projeto documental argumentativo que responde uma dúvida comum ao ecossistema de criptoativos:

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