Como a criptomoeda do Facebook vai funcionar?

O jovem bilionário Mark Zuckerberg – 33 anos, US$ 71 bilhões no bolso – estabelece metas pessoais todos os anos. A meta para 2018 foi “melhorar o Facebook”, empresa que ele fundou e que não apenas o tornou um dos homens mais ricos do mundo, como também alterou o conceito que temos de rede social.

No caminho para essa melhoria está o eventual lançamento de uma criptomoeda, já apelidada de FBCoin. “Encriptação e criptomoedas são ferramentas importantes para impedir a proliferação dos discursos de ódio e da desinformação, que afetaram as redes sociais nos últimos tempos”, escreveu Zuckerberg. “Isso vai retirar poder dos sistemas centralizados e vai colocá-lo de volta nas mãos das pessoas.”

A aproximação do Facebook com as moedas virtuais vai além de declarações de Zuckerberg. No fim de 2017, David Marcus, vice-presidente da empresa responsável pelos serviços de mensagens, passou a integrar o conselho de administração da Coinbase, uma das maiores bolsas americanas de criptomoedas. “Sou fascinado com essas moedas desde 2012, e sempre admirei como elas permitiram a descentralização do poder”, escreveu Marcus no blog da Coinbase.

Se confirmado, o lançamento da FBCoin seria o maior evento econômico da história da humanidade. A clientela potencial são os dois bilhões de usuários da rede social, em todo o mundo, e o impacto na economia e nos negócios é incalculável.

Para entender o porquê disso, é preciso compreender o motivo de as ações do Facebook terem caído 4,5% em um só dia, no início do ano, quando Zuckerberg comentou sobre o seu desejo de melhorar os serviços da empresa. Ele disse que iria mudar o algoritmo do Facebook para que os usuários vissem mais conteúdo relacionado a seus amigos e menos material publicitário e notícias.

A interpretação do mercado foi negativa. Nesse novo formato, escreveram os analistas, as receitas publicitárias vão cair. Porém, Zuckerberg pode não ter alternativa. Hoje, a maneira como o algoritmo do Facebook funciona tende a agregar usuários em torno de conteúdos com os quais eles concordam. Por exemplo, a favor ou contra determinado partido político. Essa agregação cria nichos muito atraentes para o mercado publicitário, mas também facilita a criação e distribuição de notícias falsas e mensagens de ódio.

Como resolver isso? Uma solução seria por meio de uma criptomoeda. Poderia funcionar assim: o Facebook mineraria antecipadamente uma grande quantidade de FBCoins. Ao realizar o ICO, a empresa distribuiria uma fatia significativa para os acionistas e guardaria o restante.

Essa parcela das FBCoins “em tesouraria” seria entregue aos usuários que gerassem muito tráfego, ou que gerassem tráfego em nichos considerados estratégicos pelo Facebook, de acordo com alguma métrica definida pela empresa. Então, essas criptomoedas seriam usadas para pagar pela publicidade na rede social.

Isso criaria um mercado de compra e venda dessas moedas. Hoje, que gera muito tráfego – uma celebridade, por exemplo – não ganha nada com isso. Com essa criptomoeda, a celebridade receberia FBCoins em troca dos cliques que movimenta, e poderia vendê-los para anunciantes. Com o tempo e a ampliação dos negócios, a FBCoin poderia ter uma taxa de câmbio com moedas, reais ou virtuais. Não se esqueça, com dois bilhões de usuários, haverá muita gente querendo anunciar.

Essa é só uma prova de como as moedas virtuais de empresas, que serão negociadas na Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo (Bomesp) podem ser uma excelente solução para negócios grandes como o Facebook ou pequenos como as empresas que anunciam nele.

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