“Não se deve criminalizar o objeto, mas sim o agente”, diz Fernando Barrueco sobre fraudes com criptomoedas

Investidores brasileiros não perderam tempo e estão negociando criptomoedas cada vez mais. Como mostra reportagem publicada na edição de fevereiro da Investidor Institucional , no ano passado, esse mercado movimentou cerca de R$ 8,3 bilhões, um avanço de 2.000% ante o volume negociado em 2016.

A redação da revista ouviu o diretor da Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo (Bomesp), Fernando Barrueco, sobre a possibilidade de fraudes no segmento de criptoativos. Barrueco disse à publicação que “não se deve criminalizar o objeto, mas sim o agente que fez uso dele de maneira indevida”, explicou ele. “Não é porque duas pessoas combinam um crime pelo telefone que se vai acabar com o telefone”, argumentou o executivo da Bomesp, que funcionará de modo semelhante à B3.

As empresas que quiseram participar da Bomesp poderão emitir suas próprias criptomoedas, mas as negociações serão feitas também por meio de moedas de referência consideradas fortes, como a Niobium Coin, criada especialmente para esse propósito e cujo ICO (pré-venda) terminou último dia 21 de fevereiro.

A reportagem ainda destacou a importância de a Niobium Coin ter sido a “primeira criptomoeda a contar com um parecer técnico elaborado pela Superintendência de Registros de Valores Mobiliários da CVM”. Em sua análise, a autarquia considerou o Niobium Coin como um ativo não-financeiro, especificamente um “utility token”.

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