Descentralização, digitalização e descarbonização: as três palavras que ditam o futuro do setor energético


O desenvolvimento e inovação conquistado pela Tecnologia Blockchain possui um valor muito grande para a Indústria em quesitos importantes como a sustentabilidade, onde pode ser feito o monitoramento socioambiental de cadeias de fornecedores de eletricidade.


A Blockchain vem atraindo diversos setores da sociedade que precisam de certa inovação ou melhoria em seus processos, onde podemos destacar: empresas, startups, instituições financeiras, institutos de pesquisa e inovação, governos nacionais e organizações sociais. Também traz consigo o desenvolvimento frequente para aplicações cada vez mais complexas, onde toda a tecnologia de ledgers distribuídos promete a entrega de sistemas transparentes, invioláveis e seguros, principalmente quando utilizadas em conjunto com os Smart Contracts.

Pensando nisso, com o setor de energia não seria diferente.


O uso de energia elétrica vem aumentando gradativamente, e, mais do que nunca soluções rápidas, renováveis e sustentáveis precisam ser encontradas para que não tenhamos um gap no fornecimento para a população. E, embora existam variáveis muito úteis como a energia eólica e solar, ficamos completamente dependentes das condições climáticas para que elas sejam efetivas. Afinal, em um dia nublado não teríamos nem ventos e nem a luz solar para abastecer as casas de quem precisa.

Em paralelo a isso, temos toda a mudança que está sendo causada pelos recursos energéticos distribuídos e renováveis, de modo que os sistemas de energia estão vivendo uma nova etapa de digitalização, e, podemos notar isso observando a intensa implantação de medidores inteligentes em vários países, além de todo o investimento no setor para soluções disruptivas.

Como uma alternativa a este gargalo que teremos em pouco tempo, a Blockchain nos dá a possibilidade de ser integrada aos processos de geração e transmissão de energia, para possibilitar aos consumidores que comprem a energia elétrica diretamente dos produtores, que podem ser seus próprios vizinhos por exemplo.

Esse novo modo de distribuição de energia necessitará de uma atenção maior para que sua implementação seja certeira. Com uma gestão ágil e controle inteligente, é possível transformar todo o sistema energético em algo mais ativo, descentralizado e com mais “agentes” executando os processos, onde cada uma das peças teria diversas possibilidades de ações dentro daquela rede. Toda essa necessidade de mudança acaba tornando os processos mais desafiadores, trazendo a necessidade de avanços nas pesquisas e muita inovação para tornar essa gestão distribuída.

E levando tudo isso em conta, podemos definir o futuro dos sistemas de energia em três palavras importantíssimas: descarbonização, descentralização e digitalização.

Apesar de hoje em dia o mercado de energia não favorecer esta visão, devemos pensar em uma grande mudança estrutural e na capacitação de consumidores para este novo ecossistema. Todo o potencial de transformação se apoia no fato de que a tecnologia pode redefinir a confiança digital para mudar as formas tradicionais de gerenciamento presentes hoje no poder.

A natureza disruptiva substitui a forma de controle dos processos que é vista atualmente, onde quem está em cima no comando distribui para quem está embaixo precisando consumir o “produto”. No consenso distribuído, de código aberto, todas as ações são transparentes e com a tomada de decisão baseada nos “atores da rede”, ou seja, todo mundo pode tanto produzir quanto consumir, do modo como quiserem.

Como funciona um sistema de geração de energia distribuída?


Um sistema de energia distribuída pode oferecer diversas vantagens para produtores e usuários de uma rede. Dentro dela, é possível que residências, comércios, indústrias e qualquer outro tipo de local possa gerar energia e distribuí-la para usuários próximos.

Aliás, o fator proximidade é algo muito bom para este tipo de distribuição, havendo uma significativa redução de perdas de energia comumente causadas pela longa distância entre quem envia e quem recebe. Ainda dentro desse tópico, a questão do armazenamento também seria resolvida, já que o uso da energia poderia acontecer no mesmo momento de sua geração. Esse tipo de sistema também pode ser menos suscetível a quedas de energia que são provocadas por acidentes ou tempestades, por exemplo.

Na visão da Eletron, desenvolvedora britânica de plataformas de Blockchain para a indústria de energia, esse mercado peer-to-peer pode trazer mais vantagens além do fato da produção distribuída de energia. O fato de a tecnologia Blockchain permitir a realização de transações financeiras e o registro de contratos diretamente entre pessoas, sem a necessidade de uma instituição financeira como intermediária, é um grande atrativo para a diminuição de custos e para a rastreabilidade de toda e qualquer transação, reduzindo o assim o risco de fraudes.

A Electron ainda crê que o desenvolvimento das redes descentralizadas de energia baseadas em Blockchain possa contribuir com:

  • Descarbonização da geração de energia
  • Descentralização, gerando maior eficiência e menores perdas
  • Digitalização, aumento da capacidade de controle por meio de inteligência artificial e da internet das coisas nas redes de energia
  • Democratização, onde os consumidores podem ser também produtores

Como exemplo de caso real, podemos usar o Brooklyn em Nova York, onde a empresa LO3 Energy implementou um sistema com energia distribuída aliada a uma criptomoeda. Isso permite que moradores locais possam transacionar energia entre si, em uma rede estruturada independente da rede geral, onde em casos de condições meteorológicas extremas, ninguém ficaria sem energia.

Essa tecnologia utilizada leva o nome de TransActive Grid e foi criada em parceria com a Consensus Systems, uma desenvolvedora de tecnologias baseadas em Blockchain.

Basicamente, o sistema foi criado dentro da Blockchain da Ethereum e permite a medição em tempo real da geração e uso, bem como a compra e venda de energia entre os integrantes da rede.

Outro projeto existente é a Solarcoin, utilizado globalmente por produtores e usuários de energia elétrica solar. Nele, consumidores contribuem com o financiamento da construção de painéis solares, onde cada megawatt/hora de energia elétrica gerada corresponde a uma Solarcoin. O gerador (residências ou prédios comerciais) possui painéis solares e pode vender energia recebendo Solarcoins como pagamento. Já a Solarcoin, pode ser utilizada na troca pela moeda FIAT do país (LINK PARA TEXTO) ou para pagamentos online de diversos produtos e serviços. A Solarcoin já movimenta 6 bilhões de dólares em todo o mundo.

O importante é criarmos alternativas para que a energia seja gerada e distribuída a um baixo custo, sem o risco de quedas ou de perdas durante o caminho. Com a possibilidade da criação de uma grande rede de microredes, onde produtores gerem e negociem sua própria energia sem a interferência de terceiros, este futuro fica cada vez mais próximo.

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